Ao nascer, fui escolher a fantasia. Bailarina? Bruxa? Princesa? "Já sei! Princesa!", pensei. "Vou deixar para vestir mais tarde".
Quando acertava, ganhava uma parte da fantasia. A cada erro, ele ainda continuava lá, mas eu não percebia.
Mas é como dizem, um diamante só pode ser lapidado por outro diamante. Uma pessoa só pode ser lapidada por outra pessoa. E foram muitos que me lapidaram e muitos outros serão. Com um sorriso, um carinho, ou melhor, com uma palavra ríspida.
"Como é uma princesa, não perde a pose", dizem os deuses. "Vai ser feliz, mas antes vai aprender a ser forte", completaram.
Com o tempo, aprendi. E a cada dia, coloco um pedaço daquela fantasia. Um amigo a mais, um sorriso e um "eu te amo".
Quero morrer assim: uma princesa. Mas não pela riqueza de fora e sim com ouro no coração.
Debora Souza
RA: 6033098
Jornalismo - noturno