Fotografia

domingo, 21 de outubro de 2012


Minha ansiedade era grande para o dia do embarque, estava no terceiro ano da Faculdade de Filosofia, quando planejei a viagem para a cidade de Londres. A data era 15 de Dezembro de 2007, sábado às 16h00min. Minha família me acompanhou ao aeroporto internacional de São Paulo de onde partiria o voo. Foram treze horas até o aeroporto Heathrow. Os passageiros se movimentavam para o desembarque, era muito grande minha expectativa para conhecer a terra da Rainha, de Shakespeare, dos Beatles, de Harry Potter e tantos outros personagens do Reino Unido.  
Peguei minha mochila e me juntei aos passageiros para seguirmos até o balcão da imigração; cada passo dado era observado atentamente para não perder nem um detalhe. Chegamos e formamos uma fila para se apresentar ao agente da imigração. Eu estava com medo, não falava uma palavra se quer, alem dos cumprimentos formais: “good morning, hello” . Minha vez se aproximava e eu me sentia como se estivesse numa fila de uma grande montanha russa, medo de não conseguir entrar e minha viagem ficar frustrada.
Chegou! O agente da imigração, um indiano de seus trinta e poucos anos, me atendeu através de gestos e varias tentativas de palavras em inglês; disse que não falava a língua dele e que precisaria de uma interprete. Ele levantou o braço e chamou por uma que estava ao fundo do salão. Então veio o bombardeio de perguntas: - O quê veio fazer? Por que esta só numa  época em que a familia tem que estar reunida? É Natal e você deveria estar com eles; por que tantos documentos? etc.  
Eu estava angustiado e já não sabia mais o que responder; minha mente me aterrorizava com a ideia de não entrar. Foram quatro horas de explicações até que um senhor se aproximou e gentilmente disse que: me deixaria entrar e, que minhas declarações tinham sido gravadas, qualquer desvio de minha conduta poderia me comprometer com a justiça britânica. Pegou meu passaporte e carimbou. Veio o alívio e com ele a felicidade de que estava a poucos metros de realizar minha viagem. Respirei fundo, peguei minha bagagem e segui. Passei pelos portões como se fosse uma celebridade desembarcando.
Estava frio. O termômetro do aeroporto indicava dois graus, eu logo coloquei uma luva de couro e um gorro de lã para me proteger do vento gelado. Segui para o metrô e com um fui para o centro onde ficaria hospedado em um albergue. Com minha câmera, capturava cada detalhe dos cenários que iam passando por mim, a catraca do metrô, o modelo do trem, as poltronas e as pessoas que estavam dentro até chegar a meu destino, estação Hyde Park. Segui para o albergue. Uma caminhada de dez minutos. Na recepção apresentei o e-mail com minha reserva, a dificuldade é que não havia uma intérprete para me ajudar, mas, minha alegria era tanta que nem sei como consegui efetuar a hospedagem.  
Eram um pouco mais de treze horas e já começava a escurecer em Londres, deixei minha mochila no quarto e fui conhecer a cidade, com o mapa na mão fui mais que depressa fazer um retrato do Palácio de Buckingham, do  Parlamento Inglês e do Big Ben.
Londres é uma cidade que conta muitas histórias. Estar ali é ver os cenários que ela já proporcionou a tantos livros e filmes.  Havia muita gente, muitos turistas de diversas partes da Europa e do mundo, o que deixava a cidade ainda mais encantadora. Decorada para o Natal, os flashes das câmeras registravam o encanto da cidade cinematográfica, eram quatro horas da tarde, e acreditem, já estava noite.
Para aproveitar melhor a luz do dia, que ia de oito horas da manhã até às quinze horas quando começava a anoitecer, corria para registrar os melhores retratos que a cidade me dava. O gigantesco “Hyde Park”, a “Tower Brigde”, o Museu Britânico, a “National Gallery”, os monumentos aos heróis de guerra, o estádio do Chelsea e do Arsenal, a estação de Kings Cross, a famosa plataforma 9 ¾  que leva os alunos a  howgwarts  escola de magia da obra  de J.K Roling. A noite tudo ficava ainda mais lindo com os enfeites de Natal.
Foram quinze dias produzindo as mais belas fotografias que pude fazer, não deixei nenhum momento passar sem registrá-lo. Ao chegar de volta em Heathrow e fazer meu check-in fiz meus últimos retratos na porta de entrada e saída para muitos que passam por ali. Da janela do avião quando decolou, tive a despedida de uma viagem inesquecível.
Muitas das fotos tornaram se retratos em minha sala, em meu trabalho e muitas foram dadas de presentes a amigos e familiares. Cada uma delas conta um momento que vivi na cidade, que, sem dúvida, conta muitas histórias inclusive a minha.

Moisés Rodrigues Athayde
RA: 5754421
Jornalismo - 201B

Jornalismo Fiam - Redação e Expressão Oral I

Espaço reservado aos alunos de Comunição Social - Jornalismo FIAMFAAM. Turma de 2012. Unidade Liberdade - Brigadeiro. SALA 201B - noturno.

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