Meu amigo, meu conselheiro, meu...
- Lentamente a luz entrava pelo vão da janela.
Com os olhos sensíveis e ouvidos aguçados, era hora de acordar!
Ouvia o barulho do portão ao abrir.
Sabia! Era domingo - 9 horas da manhã.
Com um sorriso maroto e assovios baixos, chamava pelos cachorros.
Estava ele chegando!
Com os olhos sensíveis e ouvidos aguçados, era hora de acordar!
Ouvia o barulho do portão ao abrir.
Sabia! Era domingo - 9 horas da manhã.
Com um sorriso maroto e assovios baixos, chamava pelos cachorros.
Estava ele chegando!
Quando o via, ficava
muito feliz. Seria mais um dia de aprendizado.
Com uma sabedoria nata e um conhecimento vasto, sempre tinha a nos ensinar.
Era um mundo louco! Falávamos sobre tudo: - amor, ódio, tristeza, religiões, sobre o outro lado da vida. - Tudo nos envolvia. - Tudo era interessante.
Com uma sabedoria nata e um conhecimento vasto, sempre tinha a nos ensinar.
Era um mundo louco! Falávamos sobre tudo: - amor, ódio, tristeza, religiões, sobre o outro lado da vida. - Tudo nos envolvia. - Tudo era interessante.
Ficava preso em suas
palavras; - no que me ensinava. Como uma criança que via algo pela primeira
vez, assim era a minha admiração. - Gostava muito dele!
- Como será o outro lado da vida? – Perguntava ele, sempre intrigado com esse assunto, mas sempre voraz em querer saber mais.
- Como será o outro lado da vida? – Perguntava ele, sempre intrigado com esse assunto, mas sempre voraz em querer saber mais.
- Se você não sabe, eu
também não sei! – Dizia eu, ouvindo ao mestre que também era repleto de
dúvidas.
Vez e outra falávamos muito nisso.
- É hora do lanche! – Era o cérebro clamando por energia.
Mesmo assim a conversa continuava.
- Faz um lanche pro tio! – Não era mais o cérebro. Dessa vez era o meu pai - que sempre de lado e cauteloso se alimentava da conversa ao redor.
Em nossa cozinha simples e aconchegante, felizes íamos comer.
Vez e outra falávamos muito nisso.
- É hora do lanche! – Era o cérebro clamando por energia.
Mesmo assim a conversa continuava.
- Faz um lanche pro tio! – Não era mais o cérebro. Dessa vez era o meu pai - que sempre de lado e cauteloso se alimentava da conversa ao redor.
Em nossa cozinha simples e aconchegante, felizes íamos comer.
- Já eram 17 horas.
- Vai com Deus! – Eu feliz, me despedia – sempre era assim.
- “Sabe como é negócio!" – Semana que vem estou aqui de novo. – E apertava a minha mão.
Assoviando, seguia descendo a rua. Fazia a curva no final da rua corretamente, como um cidadão politicamente correto. Era marcante!
E foi assim. - “Eu nunca mais o vi”.
Após seu enterro, uma mão
pousou em meus ombros e uma voz suave dizia:
- Ele gostava muito de
você! - Era um de seus filhos.
- Como será o outro lado da vida? – Agora ele já sabe! - Pensativo e de cabeça baixa, fui embora.
- Como será o outro lado da vida? – Agora ele já sabe! - Pensativo e de cabeça baixa, fui embora.
Que saudade. Quantas
saudades!
Ele era meu amigo, meu conselheiro, meu tio José.
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Ele era meu amigo, meu conselheiro, meu tio José.
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Meu mundo às avessas - (meu autorretrato invertido).
Marcelo Figueiredo da Rocha
RA: 6006598
Jornalismo - 201B
RA: 6006598
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