Autorretrato Erick Jesus Henrique

sábado, 20 de outubro de 2012


Ao nascer eu anjo deposto, por uma mãe prostituta, ou viciada e sem amor, fui jogado em um saco de lixo em frente ao teatro municipal de São Paulo.
Naquela noite tão fria quanto ao coração do monstro social que me pusera no mundo, eu não teria muitas chances de vida.
Mas a vontade de viver fez com que o anjo renegado extraísse da sua boca um grito digno de um tenor e com isso chamou a atenção de uma linda dama que sempre passava em frente ao teatro pela madrugada, com o sonho de um dia entrar no teatro municipal para ouvir os sopros divinos de uma ópera.
E ao abrir aquela sacola da desumanidade à linda dama disse para mim:
Você viverá e contara para o mundo está história. E digo mais, eu quero-te ver regendo uma orquestra nesse berço de sua existência.
Crescendo e não aprendendo, eu me viria no mesmo lixo que aquela puta me deixou, a solução para reverter tal situação foi através da literatura.
Eu garoto pobre, viajei pelo mundo com o Robison Crosoé, entendi um pouco da minha existência com Karl Max e também adentrei no meu ser com Sigmond Freud, entre outros pensadores, que foram os meus pais por toda a vida.
E um deles foi um maestro, que minha mãe o conhecera, mas nunca me conto como.
E esse misterioso regente, teve como missão pessoal fazer desse menino um possível maestro.
E teve êxito em sua árdua missão. O menino anjo do lixo se tornou um maestro conhecido e de respeito internacional.
 E viajei pelo mundo através da musica e conheci culturas a mil e realizei o sonho de minha salvadora.
Mas eu desejo morrer ali naquele mesmo local onde começara a minha louca história, porque eu quero viver muitas vidas iguais a esta em que vivo.


Erick Jesus Henrique RA:6055776





Jornalismo Fiam - Redação e Expressão Oral I

Espaço reservado aos alunos de Comunição Social - Jornalismo FIAMFAAM. Turma de 2012. Unidade Liberdade - Brigadeiro. SALA 201B - noturno.

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